Trasladação do corpo de Nina Moscati Sebastiano Esposito s.j. |
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O ‘regresso’ de Nina Moscati á igreja de Gesù Nuovo -- Introdução á motivação da Concelebração solene (II)
Homília de S. Ex. Mons. Antonio Di Donna, Vigário Geral da Diocese de Nápoles
Introdução á motivação da Concelebração solene - II [Sebastiano Esposito s.j.]
No momento da sua morte houve uma afluência extraorinário de pessoas, como se escreveu no jornal Osservatore Romano:
La muerte de Nina Moscati
"Sofrendo de uma doença muito grave, apagou-se em Nápoles, ainda no vigor da vida, a pia e virtuosa senhora Nina Moscati, irmã do grande e ilustre Professor José, cujos restos mortais, no ano passado, foram acolhidos o depósito canónico da igreja de Gesù Nuovo. Em comunhão de sentimentos com o santo irmão, emulava generosamente o espírito no apostolado.
Mulher silenciosamente caridosa, benfeitoa, foi principalmente, maternalmente premurosa em ver que a juventude florescente estudante seguia os caminhos espirituais. Com uma piedade solidificada, cristianamente forte e austera, com muita experiência da dor e da adversidade da vida, deixava transparecer, na sua maneira de ser, nos seus gestos quase viris, na rigorosa modéstia no vestir como se fosse uma religiosa e nas formas atraentes e femininas, a sua alma cheia de fervorosidade e santo entusiasmo, pelo centro e objecto Cristo Senhor, a cujo Coração ela queria conduzir toda a juventude das nossa escolas públicas. Soube ganhar a estima e a admiração de todos de modo a obter o consenso das Autoridades escolares locais, que lhe facilitaram o desenvolvimento desta nobre missão que conduzia com muita tenacidade.
Por isso, era a alma da Pia Obra da Conservação da Fé que tanto bem fez em relação á juventude estudante napolitana. Fundada há muitos anos, recebeu sempre grande incremento por parte de S.E. o Cardeal Ascalesi che confiou a direcção a um seu Delegado, o Ex.mo Mons. Meo, Bispo titular de Metone. Antes que o ensino entra-se oficialmente nas escolas públicas, a Pia Obra, com sacerdotes de grande capacidade e com pias senhoras bem preparadas realizava o ensino em todas as igrejas adjacentes às escolas da cidade. Parece que ainda agora a vemos, sempre com dignidade e sorridente, a boa senhora, perto de todas as nossas escolas, durante as várias horas do dia, juntamente a zelantes e pias cooperadoras a quem ela soube infundir este fervente ideal de bem, esperando pelos jovens rebeldes e, com modos nobres e fortes, convidá-los a participar aos cursos de religião.
Quando depois, no início do ano lectivo passado, o ensino religioso foi acolhido oficialmente nas escolas, a dita Pia Obra ocupou-se mais directamente da assistência espiritual da juventude estudante. E aos milhares, devido ao interesse de S. E. o Cardeal e da activissima senhora Moscati, os jovens estudantes das nossas escolas médias e as senhoras das escolas primárias fizeram, neste anno, o Preceito Pascal numa atmosfera de grande concentração e de emoção inesquecíveis.
Acreditamos portanto que não erramos se pensarmos que cada jovem estudante conserve ainda hoje na alma uma palavra boa daquela criatura eleita que, com premura maternal, o acompanhou quse pela mão, aos pés do sacerdote para receber o sacramento do perdão e depois aos pés do altar para receber a divina Eucarístia.
Logo que o ano escolar fechou e ele pode dar tréguas à sua exuberante actividade neste magnífico campo do apostolato, manifestaram-se os primeiros sintomas da sua doença que a levaria à sepultura. Depois de sofrimentos impossíveis de descrever que tornaram a sua alma mais límpida e pura, o Senhor chamou-a a Si no dia no qual a Igreja celebrava a festa da Nossa Senhora das Mercês: Ego ero merces tua magna nimis.
Os funerais que se realizaram no dia seguinte na igreja de Gesù Nuovo que foi o campo fértil e fecundo do seu apostolado foram uma apoteose. A ampla igreja estava literalmente cheia: com S. E. o cardeal Ascalesi estavam também as SS. Ex.as Mons. Marini, Arcebispo de Amalfi, (primeiro biógrafo de Moscati) e Mons. Dell’Isola, Bispo de Cava e Sarno, além de, muitos prelados da Catedral, muitíssimos sacerdotes e representantes das oredens religiosas masculinas e femminina. A nota muito comovente foi dada pela juventude estudante napolitana, masculina e feminina, que se reuniu, chorando, ao redor da urna dela e depuseram, largamente, as flores mais bonitas que encontraram, quase que a queriam tornar invísivel: extremo, expressão de reconhecimento infinito...
O pontifical solene di requiem foi celebrado por S. E. Mons. Meo no meio da maior emoção dos participantes. Ainda, depois do cântico da Libera e da absolução do túmulo, formou-se o cortejo funerário, ao qual participou espontaneamente uma enorme multidão de autoridades, prelados, sacerdotes, religiosos, religiosas, estudantes, assim como muitas representações de colégios femininos e uma grande fila de senhoras e senhores pertencentes à Pia Obra da Conservação da Fé. Poucas vezes se viu um espectáculo deste género: um mar ondulante de povo emocionado que, lacrimejando, seguia o caixão da inesquecível Extinta.
Pede-se vivamente aos leitores a caridade de um sufrágio especial.
Hoje Nina regressa entre nós, a nossa disposição como antes e mais do que antes capaz e voluntária nas obras de bem não apenas naquelas materiais mas também espirituais a favor de cada um de nós.
Lembremo-nos dela e também, porque não, confiemo-nos a ela. Certamente que o irmão será contentíssimo e de certo modo obrigado, a conceder-nos aquelas graças que temos necessidade.
Podemos apenas dizer com grande alegria e grande exultância: Nina Moscati, irmã do Médico e irmã nossa, reza, reza, reza por nós...!!!
Amen!
Homilia de Sua Excelência Mons. Antonio Di Donna, Vigário Geral da Diocese de Nápoles
Ouvimos na Palavra de Deus os trechos que a Liturgia propõe para esta quarta-feira da VI Semana do tempo Ordinário. Na primeira leitura ouvimos um trecho do Genesis sobre a aliança que Deus fez om Noé depois do dilúvio.
É uma das muitas alianças que Deus faz com o homem ao longo da história e é uma alinaça que abraça toda a criação e exprime a fidelidade de Deus ao seu povo, a sua fidelidade ao criado. Uma fidelidade que diz que Deus vigila sobre os homens, vigila sobre a nossa história. Atvés desta aliança com Noé Deus estabelece um pacto com o seu povo, com a criação e com a história. No Evangelho que ouvimos Jesus cura o cego, é o sinal que Ele é a Luz que ilumina todos os homens que vêm a este mudo.
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[Foto Nello Di Cesare]. |
Queremos deixar-nos guiar por estas duas passa gens da palavra de Deus para entender como o Senhor nos fala ainda hoje através dos acontecimentos quotidianos. A sua fidelidade é uma fidelidade que assiala as estações: cada dia é um dom do seu amor e é um sinal da sua presenza entre nós.
A aliança entre Ele e nós, uma aliança que nós estabelecemos no Baptismo e renovamos cada vez que celebamos a Eucarístia como estamos a fazer agora, uma aliança quotidiana que vê Deus sempre fiel e nós, ao contrário, traidores e infiéis. Esta aliança mantém a nossa esperança: nós caminhamos cada dia, não vamos em direcção ao nada, não somos fruto do acaso, porque um Deus estabeleceu uma aliança connosco, ligou-se a nós, uniu-se a nós e não com palavras e com leis, mas inclusivamente através do Seu Filho Jesus. Ele, Jesus, é a aliança definitiva, é a ligação de amizade, de diálogo que Deus estabelece connosco homens.
Uma vida que é vivida à luz da aliança, uma vida que é levada para a frente à luz desta amizade, deste pacto que Deus estabelece connosco, é certamente uma vida rica de bem, uma vida de confiança, de esperança, uma vida que nos resgata do falta de sentido, liberta-nos da angústia, porque Deus está connosco.
E a cura do cego por parte de Jesus também indica esta aliança que é activa, concreta, porque a palavra do Senhor, acompanhada pelos gestos, traz saúde, curas, salvação do homem imerso nas tenebra. Uma vida iluminada pela palavra do senhor, que se desenrola à Sua Luz, é uma vida capaz de vencer também a escuridão.
A aliança e a luz que vem do Senhor foram também a guia, os criterios inspiradores com base nos quais S. José Moscati viveu a sua vida de cientista, de médico, de cristão, de homem da caridade. Hoje estamos aqui reunidos também porque querelo recordar a sua irmã Nina, cujo o corpo foi reposto há alguns meses perto daquele do seu irmão santo, aqui, nas salas desta igreja.
Na parte da sua vida com o irmão, na vida do santo, na vida do médico S. José Moscati, parece ver-se uma espécie di santidade doméstica, um bocado de vida doméstica, quotidiana, na qual Zézinho Moscati e a irmã Nina são uma espécie de "cúmplices em fazer o bem".
Um confia na outra, um è o braço do outro. Nina Moscati condividiu com o irmão o ideal evangélico da caridade. Foi a sua confidente, colaboradora, quase uma espécie de "secretária".
Existem algumas indicações nas suas memórias que deixam entender esta colaboração estreita entre Nina e José. Sei que antes desta celebração vocês ouviram uma catequese sobre a colaboração e parte que Nina teve n avida do irmão.
Quero apenas lembrar um aspecto desta colaboração, porque diante de nós estão estes modelos, umde santidade, São José Moscati, a outra certamente de uma pessoa que viveu a sua Fé com grande coerência e testemunhança, mulher que embora fosse uma professora primária, se consagrou generosamente também á vida doméstica, primeiro para ajudar a mãe e depois, com a sua morte, para ser como uma espécie de elemento de união entre os seus jovens irmãos.
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Era ela que ajudava o irmão; nas suas testemunhanças diz-se que José não pedia nada, era necessário segui-lo e procurar tudo aquilo que lhe servia. Num testemunho afirma-se o seguinte: "Para que ele comesse qualquer coisa com gosto, ás vezes era preciso dizer-lhe que o tinha trazido porque ninguém o queria. Ou então que se estragava… sempre mil voltas para que ele consumisse um alimento especial ou para obtê-lo sem que ele o soubesse, quando lhe serviva."
Nina recolhia o pouco dinheiro que os clientes mais ricos deixavam na mesa. O irmão quando regresseva das visitas médicas dava-lhe o que tinha e ela recolhia tudo e pensava nas várias obras de caridade, inclusivé a instrucção catequética.
Era a sua confidente, colaborava com ele também nas necessidades espirituais. Quando no hospital chegava algum doente que não era baptisado, ele comunicava-o logo à irmã Nina, e ela tratava de fazer a celebração do Baptismo ao pobre doente.
E quantas vezes regressando a casa à noite depois de um dia extenuante, o Zé, contava à irmã que tinha estado em casa de uma família pobre e lhe dava a direcção... Nina entendia e no dia seguinte trupava à porta de uma casa do rés-do-chão ou de um apartamento pertencente a um solar agora degradado, levando alguma coisa que talvez tinha tirado da mesa de todos os dias.
São episódios breves do viver quotidiano familiar, deste viver cristão que tomaram a sério o Evangelho e O viviam à letra. Uma catequista que colabora com a instrucção catequética, aqui na Dicese de Nápoles, principalmente quando ainda não existia o ensino de religião nas escolas, ´uma mulher consagrada. Nina consagra-se a Deus com os votos privados,e no fim, depois de apenas quatro anos, encotra o irmão no Céu, no dia 24 de Setembro de 1931, depois de uma longa doença.
Depois da morte do irmão era entusiasa da fama de santidade deste que se afirmava progressivamente, mas fugia e ficava perturbada quando na rua alguém a indicava como a irmã do Médico Santo. Com muito cuidado recolhe as recordações do Irmão, escreve às pessoas que tiveram contactos com ele porque o conheciam ou porque eram alunos ou doentes de modo a possuir testemunhos, recolhe-os de modo a conseguir redigir uma biografia inicial do Prof. Moscati.
Finalmente e juntamente con o Padre Aromatisi, jesuíta, consegue realizar a recolocação canónica dos restos do irmão na igreja do Gesù Nuovo. Um testemunho muito forte, guiada tambem pela mesma luz, pela mesma aliança, refere-o numa carta ao irmão: "A Fé m Deus é o meu guia, e agradeço o Senhor pela Luz que me dá e que reconheço que vem unicamente Dele."
Eis, queridos devotos de S. Josè Moscati, o que faz o Evangelho quando o encaramos seriamente... São estes os frutos da aliança de Deus com os homens...é isto que a Luz produz na vida dos homens e das muheres quando essa luz é acolhida e se deixa que ela penetre na vida de cada dia.
Peçamos mais uma vez ao senhor, por intersecção do Médico Santo, que teve como colaboradora da sua obra de caridade a irmã Nina, que também nós possamos permanecer fiéis á aliança que o Senhor fez connosco, aliança que renovamos todos os dias na Eucaristia e que possmos dar espaço em nós á Luz que ilumina cada homem que vem a este mundo, peçamos-Lhe que não caíamos nas trevas mas que sejamos filhos da Luz, da Justiça e da Verdade.
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